Sesc apresenta espetáculo Violas Singulares

28/08/2015 16h56

Sesc apresenta espetáculo Violas Singulares

No dia 7 de agosto de 2015, no Sesc de Ijuí, os músicos Sidnei Duarte (MT), Rodolfo Vidal (SP) e Maurício Ribeiro (TO), apresentaram um espetáculo musical denominado “Violas Singulares”.

O show faz parte do circuito “Sonora Brasil” promovido pelo Sesc, e previa nove (já realizadas) apresentações nas cidades onde há unidades.

A Associação Cultural Canto de Luz, se fez presente através de um dos seus representantes e pode conferir e conversar com os músicos sobre sua trajetória e as peculiaridades das violas que cada um dos artistas utilizou para sua apresentação.

Sidnei Duarte, com formação acadêmica é o representante do Mato Grosso, que na verdade é mineiro de nascimento trouxe a viola de cocho, produzida e encontrada nos Estados do MT e MS e confeccionada a partir do tronco maciço de árvores regionais.

A partir da escavação no tronco da árvore (geralmente cedro pela durabilidade) é concebido o instrumento que recebe um tampo/espelho e afixadas as demais partes como o rastilho e as cravelhas.

O músico para a apresentação utilizou cordas de violão de nylon, mas naturalmente a concepção original seria com tripas de macaco. Sidnei também utilizou 4 cordas quando podem servir cinco cordas com afinação de baixo para cima em Ré, Lá, Mi, Dó e Sol.

Com a “viola-de-cocho”, que é patrimônio nacional “imaterial” desde o ano de 2004 o músico apresentou ritmos como o “rasqueado mato-grossense” o “chamamé” e também solos com os demais componentes do show.

A segunda apresentação foi realizada por Rodolfo Vidal, professor e instrutor de oficinas musicais em Cananéia, sul do Estado de São Paulo.

A influencia musical de Vidal é caiçara com demonstrações de ritmos relacionados aos fandangos e as festas populares religiosas como as “Romarias do Divino.”

O instrumento musical apresentado por Rodolfo possui as cinco cordas além de uma extensão colocada na parte que cima do final do encordoamento chamada de Periquita.

Esta 6ª corda segundo o músico “funciona como pedal” e dá o “tom da afinação”. As notas das cordas, de cima para baixo como é concebida a afinação partem da “periquita” – Lá e passam pela sequência “Ré – Sol – Dó – Mi – Lá.

Assim como a primeira, esta viola é construída artesanalmente, mas as madeiras utilizadas são a “caxeta” (madeira branca), muito comum no litoral sul paulista, norte do litoral paranaense e encontrável em áreas alagadas de antecedem o mangue, para compor o corpo da viola e os detalhes são confeccionados a partir da canela (madeira escura).

O terceiro músico, apresentou um viola que foi a sensação do show. Maurício Ribeiro, nascido criado em um pequeno povoado denominado “Mumbuca”, no interior do município de Mateiros no Tocantins, trouxe ao público a viola confeccionada a partir do buriti, encontrada na região do jalapão, basicamente de três peças.

Uma compõe o braço e duas o restante do “corpo” da viola. Este instrumento é catalogado como “cordofone” e foi criado exatamente na comunidade Mumbuca, situada no Jalapão, conforme já referimos provavelmente na década de 1940. Portanto, mesmo que derivado do mesmo “veio” de instrumentos é invenção popular do interior brasileiro e o criador conhecido desta viola é Antonio Biato, avô do próprio artista que a exibe.

O impressionante é que o instrumento possui o tampo tradicional de outras violas ou de seu antecessor o alaúde. Nem mesmo “fundo” ou “bojo”. Como concepção da sonoridade apenas um pequeno orifício se apresenta na parte central, mas sequer “trastes” são encontrados nesta viola e o encordoamento é feito de linhas de pesca.

O repertório musical de Maurício Ribeiro das peças compostas (música e letra) por seus ancestrais e consistente em ritmos dançantes batidos como a catira e as músicas das festas de “folias”.

Fonte: Escrita - Entrevista – Foto: Revista Arte SESC JULHO/AGOSTO/2015


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